Os fantasmas não existem, no entanto, muitos dizem tê-los vistos. O amor existe, no entanto, muitos dizem não tê-lo conhecido. Eu conheci o amor, desde então, os fantasmas não me abandonam. (Daiane Furlan Canal)
Seja bem vinda nobre alma!
SEJA BEM VINDA NOBRE ALMA!
Os que tentam encontrar em si, algum abrigo, para fugir dos temores da vida, levam algum tempo para entender que quando se olha para o mundo, não o fazem da mesma forma que alguns tantos outros, porque os que buscam um esconderijo para suas almas, na verdade veem a vida e somente isto basta.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Sunshine
Um pouco de sol para este mundo inóspito,
Para onde todas as trevas se elevam
E vagam os demônios suspicazmente
Em todas as vãs tentativas frustradas
Toda essa escuridão inesgotável persiste,
Tão incansável que não demora:
O corpo domina e a alma atinge.
Ah, uma fresta de luz bastaria!
A qual acaso lançou-me nela?
Tantos os pesares que agora me confundem.
Creio eu que o pouco de mim era pouco,
Mas não pra tamanha solidão.
Busquei por tua mão, ainda nada vendo,
Perdida nas paredes de minha ilusão.
Apenas deparei-me com uma escalada íngreme,
Tuas mãos se iam ao longe de mim.
Tanto era a escuridão, uma noite sem luar,
Era mais que isso, um breu total.
Era uma órbita desconhecida
Que só atraia o meu corpo estranho.
DAIANE FURLAN CANAL (18-08-10)
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Idas
Tua plácida face,
Olhos cálidos esconde.
Não se sabe onde,
Tua dor se findasse.
Urgência ainda pouca
Dos desvairados pesares.
Intermináveis mares
Fluem em tua boca.
Teu sorriso amolgado,
Ora foste ornamento
De cada momento
Ainda não esperado.
Há vida ainda
No vasto ermo,
Do teu olhar sem termo
De tantas idas sem vindas.
DAIANE FURLAN CANAL (28-08-08)
domingo, 23 de janeiro de 2011
Alma Indigente
Este corpo fenecido
Que vós vedes,
Caído sobre
O meio fio
De uma rua sem nome,
Outrora habitara
Uma vida vil.
Só resta ao cão sarnento
Lamber as feridas
Ainda expostas,
Que a ira
Viera deixar
Diante do prélio
Da sobrevivência
_ interminável guerra.
E tua pobre alma
Não valia mais
Do que as poucas moedas
Que ainda restavam
Em teus bolsos furados
De sua calça remendada,
Agora ainda mais imprestável.
Mas o corpo ainda tépido
Mantinha-se inebriado
Anestesiando suas desventuras
Que neste instante lúgubre
Pouco importava a ele
Ou a quem por ali passasse.
Muitos o abandonaram,
Mas ele houvera
Abandonado a si próprio
Antes de todos
Quando se afogou
Dentro de uma
Pequena garrafa.
Pobre espírito
Que agora chega ao inferno!
(antecipado por ele em vida)
Que vida tivera?
Uma vida entenebrecida
Por escolha própria.
Este corpo exangue
Ainda mais desvalido
Caído sobre o meio fio
Da rua sem nome,
Nem mais ao cão
Tem serventia.
Que venham os urubus...
DAIANE FURLAN CANAL (19-10-08)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Carolina
Acendem uma vela para ti,
Carolina já é morta.
Vestem seus trajes negros
E sepultam o teu corpo.
O que se ouve é um imenso alarido
E apenas há dor de um pesar,
Da vida que se foi
E pouco se pode ser.
“Adeus Carolina!” _ todos gritam.
E jogam flores roxas.
Todos choram lamentavelmente
Pela alma que agora parte.
Ah, ela partiu breve demais!
Quanta vida ainda pela frente,
Interrompida acidentalmente
Na curva imposta pelo destino.
Rezam um terço para ti,
Tantas orações agora feitas,
Tantas lembranças deixadas
Nesta curta e inatingível vida.
Este jazigo agora é a tua morada,
Para o corpo que padece,
Mas tua alma flutua
E Carolina agora realmente vive.
DAIANE FURLAN CANAL ( 31-08-10)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Inverso Amor
O amor é uma constante invariável,
É o que nos torna iguais por ser tão diferente.
É o que, mesmo tomados de ódio, nos torna amável,
É o que se faz presente, mesmo estando ausente.
É o que dói, sem haver feridas,
É o que nos faz agir errado, parecendo certo,
É o que nos faz acreditar, que morrendo por ele se ganhará a vida,
E faz o longe parecer tão perto.
É o que nos faz sangrar, mesmo não havendo pregos,
É o que diz mil palavras, permanecendo calado,
É o que surgi num olhar, mesmo nos deixando cegos.
O amor é o que eu não vi e mesmo assim o conheço,
É o que, mesmo sendo inverso, neste verso,
No fim de tudo, ele é o começo.
DAIANE FURLAN CANAL (25-09-07)
domingo, 16 de janeiro de 2011
Vício Inevitável
Eu poderia dizer que esse caminho conheço,
Mas, no entanto a outro você me conduz.
A este arriscado desejo em que permaneço,
Neste intenso almejar que me seduz.
Os corpos sedentos de prazer consumido,
Entregues a toda volúpia insaciável
No arrepiar da pele, o desejo sentido,
Permanente de luxúria inesgotável.
Perto de teu ouvido, o beijo meu,
Desperta minha alma à insanidade
E faz da razão algo que se perdeu.
Um vício inebriante e tentador da paixão,
Toma-me por completa e com voracidade,
Prestes a cair na sua inevitável tentação.
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